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domingo, 30 de março de 2008

No Silêncio da Noite (Nicholas Ray, 1950)

Por mais que seja uma obra-prima, eu fico muito, muito, mas muito triste de ter que afirmar isso: é um dos filmes da minha vida, talvez o que mais tenha me acertado right in the heart - depois de Pierrot le Fou, embora ambos tratem de particularidades naturalmente opostas nesta esfera pessoal.

Nunca um noir teve a audácia de ir tão longe. Nunca um olhar expressou tanta dor, tanta angústia - não seria exagero afirmar que Bogart entrega, neste, a maior atuação de todos os tempos. Nunca um filme foi tão amargo, tão indigestivo.

Nem consigo falar mais nada. Sem texto pra esse.