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quarta-feira, 30 de abril de 2008

TOP 10 - FILM NOIR

Meu atual TOP 10 do gênero mais gostoso do cinema.
01. No Silêncio da Noite (In a Lonely Place; Nicholas Ray, 1950)
02. A Morte Num Beijo (Kiss Me Deadly; Robert Aldrich, 1956)
03. Império do Crime (The Big Combo; Joseph H. Lewis, 1955)
04. A Marca da Maldade (Touch of Evil; Orson Welles, 1958)
05. Almas Perversas (Scarlet Street; Fritz Lang, 1945)
06. À Beira do Abismo (The Big Sleep; Howard Hawks, 1946)
07. Curva do Destino (Detour; Edgar G. Ulmer, 1945)
08. Pacto de Sangue (Double Indemnity; Billy Wilder, 1944)
09. Fuga do Passado (Out of the Past; Jacques Tourneur, 1947)
10. O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter; Charles Laughton, 1955)

domingo, 20 de abril de 2008

Meus 25 Filmes Preferidos Nessa Semana

O Demônio das Onze Horas (Pierrot le Fou; Godard)
No Silêncio da Noite (In a Lonely Place; Nicholas Ray)
O Ano Passado em Marienbad (L'Année Dernière à Marienbad; Resnais)
Meu Ódio Será Tua Herança (The Wild Bunch; Sam Peckinpah)
O Anjo Exterminador (El Angel Exterminador; Luis Buñuel)
Corrida Sem Fim (Two-Lane Blacktop; Monte Hellman)

Cada Um Vive Como Quer (Five Easy Pieces; Bob Rafelson)
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall; Woody Allen)
A Tortura do Medo (Peeping Tom; Michael Powell)
Profissão: Repórter (Professione: Reporter; Michelangelo Antonioni)
Jejum de Amor (His Girl Friday; Howard Hawks)

Repulsa ao Sexo (Repulsion; Roman Polanski)
Gritos e Sussurros (Viskningar Och Rop; Ingmar Bergman)
A Morte Num Beijo (Kiss Me Deadly; Robert Aldrich)
Trágica Obsessão (Obsession; Brian De Palma)
O Samurai (Le Samourai; Jean-Pierre Melville)
Blow Up (Blow Up; Michelangelo Antonioni)

A Marca da Maldade (Touch of Evil; Orson Welles)
Janela Indiscreta (Rear Window; Alfred Hitchcock)
Week-End à Francesa (Week-End; Jean-Luc Godard)

Depois de Horas (After Hours; Martin Scorsese)
Veludo Azul (Blue Velvet; David Lynch)
Almas Perversas (Scarlet Street; Fritz Lang)
São Paulo Sociedade Anônima (idem; Luis Sérgio Person)
Era Uma Vez no Oeste (C’era Una Volta Il West; Sergio Leone)

terça-feira, 15 de abril de 2008

Melhores Filmes da Década de 70

Pra complementar a divina trindade das décadas cinematográficas:

01. Corrida Sem Fim (Two-Lane Blacktop; Monte Hellman, 1971)
02. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall; Woody Allen, 1977)
03. Profissão: Repórter (Professione: Reporter; Michelangelo Antonioni, 1975)
04. Esse Obscuro Objeto do Desejo (Cet Obscur Objet du Désir, 1977)
05. Gritos e Sussurros (Viskningar Och Rop; Ingmar Bergman, 1972)
06. Sonhos de um Sedutor (Play It Again, Sam!; Herbert Ross, 1972)
07. O Inquilino (The Locataire; Roman Polanski, 1976)
08. Apocalypse Now (Apocalypse Now; Francis Ford Coppola, 1979)
09. Quando os Homens São Homens (McCabe and Mrs Miller; Robert Altman, 1971)
10. Cada Um Vive Como Quer (Five Easy Peaces; Bob Rafelson, 1970)

11. Carrie – A Estranha (Carrie; Brian De Palma, 1976)
12. O Discreto Charme da Burguesia (Le Charme discret de La bourgeoisie; Luis Buñuel, 1972)
13. Taxi Driver (Taxi Driver; Martin Scorsese, 1976)
14. Aguirre, A Cólera dos Deuses (Aguirre, Der Zorn Gottes; Werner Herzog, 1972)
15. Ânsia de Amar (Carnal Knowledge; Mick Nichols, 1971)
16. Chinatown (Chinatown; Roman Polanski, 1974)

17. Prelúdio Para Matar (Profondo Rosso; Dario Argento, 1975)
18. Laranja Mecânica (A Clockwork Orange; Stanley Kubrick, 1971)
19. O Fantasma da Liberdade (Le Fantôme de la liberte; Luis Buñuel, 1974)
20. A Conversação (The Conversation; Francis Ford Coppola, 1974)
21. Quando Explode a Vingança (Giù La testa; Sergio Leone, 1971)
22. Barry Lyndon (Barry Lyndon; Stanley Kubrick, 1976)
23. O Estranho Que Nós Amamos (The Beguiled; Don Siegel; 1971)
24. Inverno de Sangue em Veneza (Don’t Look Know; Nicholas Roeg, 1973)
25. Manhattan (Manhattan; Woody Allen, 1979)
26. A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show; Peter Bogdanovich; 1971)
27. A Noite Americana (La Nuit Américaine; François Truffaut; 1973)
28. Rede de Intrigas (The Network; Sidney Lumet, 1976)

29. Último Tango em Paris (Ultimo tango a Parigi; Bernardo Bertolucci, 1972)
30. De Volta ao Vale das Bonecas (Beyond the Valley of the Dolls; Russ Meyer, 1970)

Lembrando que, por burrice ou qualquer coisa parecida, ainda não vi nenhum Peckinpah dessa década.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Melhores Filmes da Década de 50

Curiosamente, lista tão difícil de ser montada quanto a dos anos 60 - e que, ao contrário do que eu esperava, teve pelo menos uma dezena de filmes que me torturam por não estarem entre os trinta.

01. No Silêncio da Noite (In a Lonely Place; Nicholas Ray, 1950)
02. A Morte Num Beijo (Kiss Me Deadly; Robert Aldrich, 1955)
03. Os Esquecidos (Los Olvidados; Luis Buñuel, 1950)
04. Janela Indiscreta (Rear Window; Alfred Hitchcock, 1954)
05. A Marca da Maldade (Touch of Evil; Orson Welles, 1958)
06. O Salário do Medo (Le Salaire de la Peur; Henri-Georges Clouzot, 1953)
07. Hiroshima Meu Amor (Hiroshima Mon Amour; Alain Resnais; 1959)
08. Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard; Billy Wilder, 1950)
09. Morangos Silvestres (Smultronstället; Ingmar Bergman, 1957)
10. Onde Começa o Inferno (Rio Bravo; Howard Hawks, 1959)
11. Doze Homens e uma Sentença (12 Angry Man; Sidney Lumet, 1957)
12. O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter; Charles Laughton, 1955)
13. O Batedor de Carteiras (Pickpocket; Robert Bresson, 1959)
14. Vidas Amargas (East of Eden; Elia Kazan, 1955)
15. Um Corpo Que Cai (Vertigo; Alfred Hitchcock, 1958)
16. A Montanha dos Sete Abutres (The Big Carnival; Billy Wilder, 1951)
17. Rififi (Duz Rififi Chez les Homens; Jules Dassin, 1955)
18. Anatomia de um Crime (Anatomy of a Murder; Otto Preminger, 1959)
19. O Grande Golpe (The Killing; Stanley Kubrick, 1956)
20. Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot; Billy Wilder, 1959)
21. Ensaio de um Crime (Ensayo de um Crime; Luis Buñuel, 1955)
22. Rashomon (Rashomon; Akira Kurosawa, 1950)
23. Embriaguez de um Sucesso (Sweet Smell of Sucess; Alexander Mackendrick, 1957)
24. O Alucinado (El; Luis Buñuel, 1953)
25. Rastros de Ódio (The Searchers; John Ford, 1956)
26. Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire; Elia Kazan, 1951)
27. O Sétimo Selo (Det Sjunde inseglet; Ingmar Bergman, 1957)
28. Intriga Internacional (North by Northwest; Alfred Hitchcock, 1959)
29. Um Lugar ao Sol (A Place in the Sun; George Stevens, 1951)
30. Cantando na Chuva (Singin in the Rain; Stanley Donen & Gene Kelly, 1952)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Melhores filmes de cada ano

Vale dizer que, além de a lista estar em constante atualização (até porque, em alguns anos, tem uns cinco filmes que eu adoro e que a qualquer momento podem ultrapassar o escolhido), comecei-a apenas em 1936, mesmo tendo visto filmes da década de 1920 e de outros anos da de 1930,porque não queria deixar lacunas. Quando vir um de 1935, portanto, puxo a de 1934 (cujo escolhido eu já teria, assim como o de 1933), e assim por diante.

1936. Tempos Modernos (Charles Chaplin)
1937. Branca de Neve e os Sete Anões (David Hand)
1938. Do Mundo Nada Se Leva (Frank Capra)
1939. A Regra do Jogo (Jean Renoir)
1940. Jejum de Amor (Howard Hawks)
1941. Relíquia Macabra (John Huston)
1942. Casablanca (Michael Curtiz)
1943. A Sombra de uma Dúvida (Alfred Hitchcock)
1944. Pacto de Sangue (Billy Wilder)
1945. Farrapo Humano (Billy Wilder)
1946. À Beira do Abismo (Howard Hawks)
1947. A Dama de Shangai (Orson Welles)
1948. O Tesouro de Sierra Madre (John Huston)
1949. O Terceiro Homem (Carol Reed)
1950. No Silêncio da Noite (Nicholas Ray)
1951. Uma Rua Chamada Pecado (Elia Kazan)
1952. Cantando na Chuva (Stanley Donen/Gene Kelly)
1953. O Salário do Medo (Henri-Georges Clouzot)
1954. Janela Indiscreta (Alfred Hitchcock)
1955. A Morte Num Beijo (Robert Aldrich)
1956. Rastros de Ódio (John Ford)
1957. Doze Homens e uma Sentença (Sidney Lumet)
1958. A Marca da Maldade (Orson Welles)
1959. Onde Começa o Inferno (Howard Hawks)
1960. A Tortura do Medo (Michael Powell)
1961. O Ano Passado em Marienbad (Alain Resnais)
1962. O Eclipse (Michelangelo Antonioni)
1963. O Desprezo (Jean-Luc Godard)
1964. O Beijo Amargo (Samuel Fuller)
1965. O Demônio das Onze Horas (Jean-Luc Godard)
1966. Weekend à Francesa (Jean-Luc Godard)
1967. O Samurai (Jean-Pierre Melville)
1968. A Hora do Lobo (Ingmar Bergman)
1969. Meu Ódio Será Tua Herança (Sam Peckinpah)
1970. Cada Um Vive Como Quer (Bob Rafelson)
1971. Corrida Sem Fim (Monte Hellman)
1972. O Discreto Charme da Burguesia (Luis Buñuel)
1973. A Noite Americana (François Truffaut)
1974. Chinatown (Roman Polanski)
1975. Profissão: Repórter (Michelangelo Antonioni)
1976. Taxi Driver (Martin Scorsese)
1977. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Woody Allen)
1978. Sonata de Outono (Ingmar Bergman)
1979. Apocalypse Now (Francis Ford Coppola)
1980. Vestida Para Matar (Brian De Palma)
1981. Um Tiro na Noite (Brian De Palma)
1982. Fitzcarraldo (Werner Herzog)
1983. Zelig (Woody Allen)
1984. Era Uma Vez na América (Sergio Leone)
1985. Depois de Horas (Martin Scorsese)
1986. Veludo Azul (David Lynch)
1987. Nascido Para Matar (Stanley Kubrick)
1988. Gêmeos (David Cronenberg)
1989. Crimes e Pecados (Woody Allen)
1990. Os Bons Companheiros (Martin Scorsese)
1991. Barton Fink (Joel & Ethan Coen)
1992. O Jogador (Robert Altman)
1993. O Pagamento Final (Brian De Palma)
1994. Ed Wood (Tim Burton)
1995. Antes do Amanhecer (Richard Linklater)
1996. Crash (David Cronenberg)
1997. Desconstruindo Harry (Woody Allen)
1998. Felicidade (Todd Solondz)
1999. De Olhos Bem Fechados (Stanley Kubrick)
2000.Dançando no Escuro (Lars Von Trier)
2001. O Homem Que Não Estava Lá (Joel & Ethan Coen)
2002. Spider (David Cronenberg)
2003. Kill Bill Vol. 1 (Quentin Tarantino)
2004. Kill Bill Vol. 2 (Quentin Tarantino)
2005. Caché (Michael Haneke)
2006. Império dos Sonhos (David Lynch)
2007. Senhores do Crime (David Cronenberg)

Luis Buñihshuel, le surrealist

Quem me conhece já sabe: Buñuel, junto de Godard, é meu realizador preferido e, além de ser um gênio incomparável, resguarda certa semelhança com o meste maior do cinema: literalmente brincava de fazer cinema; filmava para sua própria diversão. Nós, cinéfilos, agradecemos.

01. O Anjo Exterminador
02. O Discreto Charme da Burguesia
03. Esse Obscuro Objeto de Desejo
04. Os Esquecidos
05. O Fantasma da Liberdade
06. Viridiana
07. A Bela da Tarde
08. Nazarin
09. O Alucinado
10. Ensaio de um Crime
11. Via Láctea
12. Diário de uma Camareira
13. Um Cão Andaluz (Curta-Metragem)
14. Tristana

E acho que o Buñuel chega ao seu auge como humorista quando brinca com a obsessão sexual, um de seus maiores fetiches. Os personagens de O Anjo Exterminador, por exemplo, se encontram num contexto de puro desejo, exalam sexo a cada pensamento e atitude exteriorizadas. Tudo isso se torna ainda mais explícito e memorável em Esse Obscuro Objeto de Desejo, uma obra-prima do masoquismo cinematográfico, com um personagem completamente obcecado e uma garota que se faz de virgenzinha pura para fazê-lo pirar o cabeção. É tão surtado que não tem como não se estourar rindo. E essa característica passa por praticamente todos os filmes dele, o que torna tudo ainda mais interessante. É aqui que ele se diverte de verdade.
Mais uma coisa, só pra clarear: gosto MUITO de TODOS os filmes que eu vi do Buñuel. Tanto que, do um ao, sei lá, dez, vejo todos praticamente como obras-primas. Acho que apenas O Anjo Exterminador consegue fugir um pouco do pega-pega que resultaria em uma provável inversão de colocações no Top, simplesmente por ser um dos dez melhores filmes do mundo e tals. Mas de resto, pessoal, uma coisa mais absurda do que a outra. No sentido mais maravilhoso possível.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Woody Allen

uma biografia do maior roteirista de todos os tempos, escrita ainda nos tempos em que eu atuava em certo site de cinema. não concordo com algumas coisas escritas (a visão das pessoas muda mesmo com o tempo), mas a preguiça de reescrever é muito maior. logo abaixo, segue um top com os melhores filmes do diretor, com breves comentários para os quinze primeiros (breves mesmo, uma frasezinha e só, que fiz em meio ao expediente, na correria). segue o texto e o top:
*
Enquanto esperamos pela vinda de seu mais recente trabalho, “Scoop” (que, como de costume nos lançamentos do diretor, atrasará por mais algum tempo), faremos uma pequena retrospectiva da carreira do comediante, ator, diretor, roteirista e músico Woody Allen. Recordista de indicações ao Oscar de Melhor Roteiro (são 14 no total), Allen é mestre em transportar para celulóide os mais singelos e emocionantes sentimentos presentes nos relacionamentos humanos, sempre com extrema competência. Ainda assim, consegue ser um dos comediantes mais extraordinários ainda atuantes, devido ao senso de humor inteligente, ácido e irônico presente em toda sua filmografia.

Filmografia esta que, em quase 40 anos como diretor, tem a impressionante marca de 36 filmes lançados, o que resulta em uma média de quase 1 filme por ano. São poucos os diretores que podem se orgulhar de números como estes (no momento, consigo apenas lembrar-me de Hitchcock, que sempre lançava ao menos um filme por ano). Porém, o mais interessante de sua carreira não é apenas a grande quantidade de filmes lançados. O que realmente torna sua filmografia fenomenal é o fato de, dentre todas estas obras, pouquíssimas serem de qualidade irregular. Todavia, o número de obras-primas produzidas por Woody Allen chega a ser equivalente ao seu número de fracassos. Talvez ainda maior.

Allen iniciara como diretor e ator de cinema em “Um Assaltante Bem Trapalhão” (Take The Money and Run, 1969), comédia anárquica que conta a história de um desajeitado assaltante que, por causa de suas fracassadas tentativas de assalto, acaba entrando e saindo de penitenciárias diversas vezes. Allen já havia trabalhado com cinema anteriormente, mas apenas escrevendo roteiros (como, por exemplo, “O Que Que Há Gatinha?”, com Peter Sellers). Em seguida, fez “Bananas” (idem, 1971), mais uma comédia que, desta vez, apresenta-o como um homem que vai para um país latino-americano e se torna um líder revolucionário. Tanto quanto “Um Assaltante Bem Trapalhão”, é um filme muito difícil de ser encontrado aqui no Brasil, já que ainda não saiu em DVD.

No ano seguinte, o diretor satirizaria os livros de auto-ajuda com o divertido “Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo, Mas Tinha Medo de Perguntar” (Everything You Always Wanted To Know About Sex But Was Afraid To Ask, 1972). São sete contos diferentes trazendo dúvidas a respeito de sexo, sempre com a ironia impagável do diretor. É um pouco irregular, já que possui um desnível de qualidade muito grande (alguns contos são ótimos, outros nem tanto), o que torna o filme apenas bom. Já em 1973, produziria seu primeiro filme memorável: “Dorminhoco” (Sleeper, 1973). O filme brinca de maneira excepcional com os costumes sociais levando um homem comum, vivente da década em que o filme fora lançado, a um futuro totalmente diferente. É uma coleção de piadas absurdamente engraçadas e inteligentes, e um dos filmes mais interessantes do diretor.

Em “A Última Noite de Bóris Grushenko” (Love and Death, 1975), Woody Allen viria a satirizar a cultura russa do século XIX, com inteligência e mais uma penca de boas piadas. Porém, sua obra seguinte é merecedora de todo o espaço restante deste parágrafo: “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” (Annie Hall, 1977) é, para mim, a maior obra-prima da filmografia do diretor. Não bastando isso, ainda digo mais: é um dos maiores espetáculos da comicidade no cinema em todos os tempos, e um dos melhores e mais revolucionários filmes dos últimos 40 anos. O filme nos mostra vários momentos, tanto bons quanto ruins, da deliciosa história de amor entre Alvy Singer, um comediante judeu, e a maluquinha Annie Hall, imortalizada pela figura inigualável de Diane Keaton, com inteligência e sofisticação impressionantes.

Com este filme, Woody Allen despertara para o mundo como um dos talentos mais promissores da década e, inclusive, vencera 4 prêmios Oscar: Melhor Filme (desbancando, surpreendentemente, o ‘blockbuster’ “Star Wars”), Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Atriz, para Diane Keaton. Porém, mais surpreendente que a vitória de Allen, fora sua atitude na noite da cerimônia. Como fazia todas as segundas-feiras, Allen fora tocar clarinete com sua banda de Jazz em um barzinho, deixando de ir receber os prêmios no festival, que acontecia, obviamente, em uma segunda-feira. Com isso, Allen provocou a ira da Academia e, conseqüentemente, nunca mais receberia prêmio algum (com exceção do Oscar de Roteiro Original para “Hannah e Suas Irmãs”), mesmo tendo merecido diversas vezes (obviamente não fora este o motivo, mas é coincidente).

A seguir, viria a produzir seu primeiro filme dramático, “Interiores” (Interiors, 1978), no qual Allen utiliza-se do clima pesado e opressivo dos dramas dirigidos por seu maior mestre, Ingmar Bergman. O filme marca uma mudança radical na carreira do diretor, iniciando uma nova fase na qual ele mescla, com brilhantismo, a comicidade de suas obras anteriores com o romance e o drama. Depois de “Interiores”, Allen trouxera ao mundo mais uma obra-prima inigualável: “Manhattan” (idem, 1979) tem o que há de melhor em filmes românticos, contando a história de um homem, apaixonado por Nova York, que cai de amores pela mulher de seu amigo. Com uma fotografia vislumbrante de Gordon Willis, de “O Poderoso Chefão”, Allen cria aqui seu filme visualmente mais belo, indispensável para quem gosta de comédias-românticas.

Já no início da década seguinte, viria a produzir mais um drama cômico e autobiogáfico, “Memórias” (Stardust Memories, 1980), contando a história de um diretor de cinema que, prestes a receber uma homenagem, passa a recordar de momentos que passaram em sua vida, relembrando velhor traumas e obssessões. Depois deste, Allen voltaria a inspirar-se em Bergman para produzir “Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão” (A Midsummer Night’s Sex Comedy, 1982), contando a história de dois casais do início do século passado que, em meio a um fim de semana no campo, passam a discutir sobre sexo em diversas situações inusitadas. É o primeiro filme dele com aquela que viria a ser sua companheira ao longo desta década, Mia Farrow (ex-mulher de Frank Sinatra, e imortalizada pela personagem Rosemary, da obra-prima de Roman Polanski).

Em 1983, Allen volta a trabalhar com o diretor de fotografia Gordon Willis, desta vez de maneira revolucionária, em “Zelig” (idem, 1983), no qual conta a pseudo-biografia de Leonard Zelig (pseudo porque, na verdade, o homem jamais existiu). Neste filme, Gordon Willis consegue a proeza de, com a ajuda de imagens de arquivo, fazer Allen contracenar com personagens importantíssimos da primeira metade do século passado, como Adolf Hitler e o papa Pio XVI, artimanha que viria a ser utilizada por Robert Zemeckis, quase 10 anos depois, em “Forrast Gump”. É um trabalho visual maravilhoso. Em seguida, Allen produz o sutil e divertidíssimo “Broadway Danny Rose” (idem, 1984), onde apresenta a história de um agente de teatro que, ao tentar ajudar uma antiga cantora de sucesso, acaba se metendo em diversas enrascadas.

O ano seguinte marcaria incisivamente a carreira do diretor. Se em “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, Allen conseguira a proeza de produzir uma das mais divertidas comédias do cinema, em “A Rosa Púrpura do Cairo” (The Purple Rose of Cairo, 1985) o diretor transforma uma história de amor emocionante e extremamente comovente em uma das maiores homenagens à sétima arte já concebidas. Nesta obra-prima, que se passa durante a época da depressão da década de 30, o personagem de um filme simplesmente sai da tela para declamar seu amor a uma mulher que, para esquecer os grandes problemas do mundo real, vai incessantemente ao cinema para rever o filme em cartaz, chamado A Rosa Púrpura do Cairo. O final deste filme, no qual Allen consegue extrair do espectador reações necessariamente opostas como tristeza e alegria, desilusão e esperança, e risos e lágrimas, é antológico. Um dos grandes momentos da década de 80, que sequer concorreu ao Oscar.

Porém, este fato viria a ocorrer no ano seguinte, quando Allen produziria “Hannah e Suas Irmãs”, um excelente drama no qual ele apresenta uma galeria de personagens inesquecível. É um dos mais bem dirigidos e atuados filmes do diretor, e seu roteiro, denso e maravilhoso, recebera o Oscar de Roteiro Original. O filme também rendera prêmios a Michael Caine e Diane Wiest, como coadjuvantes. Em 1987, fora a vez de Allen homenagiar a década de sua infância em “A Era do Rádio”, no qual o elemento citado no título serve como ponto em comum de diversar e divertidas histórias, passadas na década de 40. É um filme bastante autobiográfico, já que, a exemplo da personagem principal do filme, Woody também passara sua infância nesta época.

Nos anos seguintes, Woody Allen produziria uma série de dramas, como “Setembro” (Semptember, 1987), e “A Outra” (Another Woman, 1988), no qual nos mostra a história de uma mulher que, ao se mudar para um apartamento ao lado de um escritório de psicanalise, passa a ouvir as confissões das pacientes e refletir sobre sua própria vida, até chegar em mais uma obra-prima: “Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors, 1989). Neste filme, Allen mescla de maneira perfeita o drama e a comédia, ao tratar sobre a personalidade de duas pessoas bastante diferentes. O tema remete muito à obra-prima literária de Fiodor Dostoiévsky, Crime e Castigo (não apenas pela alusão ao título), e Allen nos brinda com um de seus roteiros mais impecáveis. É disparado o melhor drama do diretor e, em minha opinião, é um dos três melhores filmes de sua carreira.

Neste mesmo ano, Allen ainda havia dirigido, roteirizado e atuado em um dos três segmentos de “Contos de Nova York” (New York Stories, 1989), sendo os outros dois dirigidos por Martin Scorsese e Francis Ford Coppola (que, por sinal, destrói a obra com um conto bastante decepcionante). Seu conto, dentre os três, é o mais interessante, engraçadíssimo e bastante sarcástico, embora o dramático e surpreendente segmento de Scorsese (surpreendente por ser bastante diferente das obras habitualmente dirigidas pelo diretor) também seja ótimo. Já em 1990, Woody Allen produz um bonito conto em “Simplesmente Alice” (Alice, 1990 - curiosidade inútil: o filme que despertou meu interesse no trabalho do diretor). É uma obra bastante carismática, embora não seja um filme à altura de seus melhores trabalhos.

Dois anos depois, produziria Neblina e Sombras (Shadows and Fog, 1992), outro de seus filmes de difícil acesso aqui no país e, no mesmo ano, faria uma de suas obras mais polêmicas, o ótimo “Maridos e Esposas” (Husbands and Wives, 1992). A polêmica, em si, não vem diretamente do conteúdo da obra, mas sim da história acerca dela: o filme seria uma espécie de relato do divórcio entre Allen e Farrow, que já passavam por crises conjugais antes mesmo de rodá-lo, e viriam a se separar logo depois. Neste filme, o diretor teria dado algumas boas indiretas à ex-esposa, que, por sua vez, ficara indignada com o resultado da obra. Observação: o estopim da crise entre o casal se deu no momento em que fora descoberta a relação de Allen com sua filha adotiva chinesa, com a qual se mantém casado até os dias de hoje.

Depois deste inconveniente período de sua vida, Allen afirmara não ter mais vontade de produzir filmes dramáticos, e partira para mais uma nova fase de sua carreira: voltando ao bom humor habitual de seus primeiros trabalhos, suas obras seguintes viriam a ser as mais leves de toda sua carreira, a começar pelo divertidíssimo “Um Misterioso Assassinato em Manhattan” (Manhattan Murder Mistery, 1993), no qual Allen voltaria a contracenar com sua antiga estrela e ex-esposa, Diane Keaton. O filme narra a história de um casal que acredita que seu vizinho tenha sido assassinado e, como de costume, acaba se metendo em boas confusões. Utilizando alguns elementos do gênero de suspense (embora com fins cômicos), Allen provara ao mundo, com este filme, que ainda sabia fazer filmes divertidos, e não apenas dramas pesados e introspectivos.

Já com “Tiros na Broadway” (Bullets Over Broadway, 1994), Woody Allen voltaria a receber prestígo universal, concorrendo, inclusive, à premiação da Academia. A obra conta a história de um diretor de teatro que, infelizmente, se vê obrigado a escalar a namorada de um gângster para o papel principal de sua peça, à pedido do marido. No ano seguinte, produziria o filme mais superestimado desta fase, “Poderosa Afrodite” (Mighty Aphrodite, 1995), que renderia o Oscar de Atriz Coadjuvante à estreante Mira Sorvino. O filme é extremamente divertido, sem sombra de dúvidas, mas é um exagero considerá-lo o melhor feito pelo diretor nesta década, como alguns o fazem. De qualquer forma, é engraçado e o final, extremamente inteligente, é um dos melhores de sua carreira.

Em 1996, com seu poder internacional renovado, Allen decidira ousar e produzir uma pequena homenagem aos bons e velhos musicais da Era de Ouro de Hollywood. O resultado? “Todos Dizem Eu Te Amo” (Everyone Says I Love You, 1996) é mais uma obra-prima na carreira do diretor. Um musical extremamente divertido, com boas canções, maravilhosa fotografia, excelente elenco e um roteiro brilhante de Allen. Este sim, o melhor trabalho seu na década de 90, um pouco acima de seu filme subseqüente, o maravilhoso “Desconstruindo Harry” (Desconstructing Harry, 1997). Neste filme, Allen surpreende mais uma vez pela ousadia de seu texto, desbocado e cheio de palavrões, e com a vulgaridade de algumas cenas (principalmente aquela envolvendo um casal em meio ao sexo e uma velhinha, impagável). É o mais excelencial trabalho do diretor nestes últimos 10 anos, no qual Allen exorcisa seus demônios com uma narrativa remetente à obra “Morangos Silvestres”, de Ingmar Bergman.

A partir daí, sua carreira começou um inquestionável declínio, no qual o diretor passaria por uma fase formada apenas por medianos ou, no máximo, bons filmes (até o ano de 2005). Nesta fase, produziria sete obras que, a meu ver, não possuem qualidades suficientes para fazer parte de nenhuma compilação de melhores momentos da carreira do diretor. Entre os anos de 1998, no qual lançara “Celebridades” (Celebrity, 1998), e 2004, quando produziu “Melinda e Melinda” (Melinda and Melinda, 2004), seus filmes parecem ter recebido um acabamento um pouco mais relaxado, perdendo muito de sua força cômica e sendo mal estruturados narrativamente. Excetuando as já citadas, as obras deste período são: “Poucas e Boas” (Sweet and Lowdown, 1999), “Trapaceiros” (Small Time Cookies, 2001), “O Escorpião de Jade” (The Course of the Jade Scorpion, 2001), “Dirigindo no Escuro” (Hollywood Ending, 2002) e Igual a Tudo na Vida (Anything Else, 2003).

Já em 2005, de volta à carreira dramática preterida no início na década de 90, Allen voltaria com uma surpreendente obra de suspense, “Match Point” (idem, 2005). No filme, um homem, querendo crescer na vida à qualquer custo, casa-se com a filha de um rico empresário e, constantemente, começa a se encontrar com a ex-namorada de seu cunhado. O resultado desta traição é surpreendente mesmo, principalmente pela inovação de Allen em seu próprio estilo, deixando de lado a verborragia clássica de sua filmografia para concentrar-se em uma trama de puro suspense, novamente com notáveis referências à obra Dostoiévskiana. O filme trouxe novo prestígio ao diretor, que andava desacreditado pelo público e pela crítica, em conseqüência de seus últimos trabalhos. Chegou a concorrer ao Globo de Ouro de Melhor Drama e acredito que, por pouco, não entrara na seleção dos indicados da Academia.

Com isso, termino aqui esta pequena retrospectiva da carreira de Woody Allen, um dos mais importantes cineastas ainda em atividade. Dono de uma filmografia extensa e extremamente qualificada, Allen já deixara sua marca registrada nos anais da sétima arte, principalmente pela inteligência habitual de seus trabalhos e pela exímia habilidade com que trabalha acerca de temas bastante referenciais à personalidade humana. Amante de Jazz e fã incondicional do cinema de Fellini e Bergman, o diretor ainda tem muita coisa a oferecer antes de terminar definitivamente sua carreira. São quase 40 de seus 70 anos de vida destinados ao trabalho na sétima arte, nos quais produziu algumas das maiores obras-primas que podem ser encontradas no universo no cinema. Um autor imprescindível a qualquer cinéfilo.

TOP WOODY ALLEN

01. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall; 1977): "a dicotomia dos relacionamentos amorosos apresentada de forma única; anárquica, enérgica, espirituosa e absolutamente emocionante. um verdadeiro documento experimental – e um dos filmes da minha vida".
02. Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors; 1989): "provável síntese da obra de Woody Allen. duas estórias profundas, trágicas e cômicas - na mesma medida; maior síntese impossível –, recheadas com o texto primoroso do diretor e uma sofisticação visual cumística".
03. Sonhos de um Sedutor (Play it Again, Sam!; 1972 - dirigido por Herbert Ross): "crítico de cinema mamão, divorciado e fanático por Casablanca recebe visita do fantasma de Bogart para dar dicas de como conquistar uma mulher. com um ponto de partida como este não tinha como ser menos que genial. não mesmo".
04. Hannah e Suas Irmãs (Hannah and Her Sisters; 1986): "delicada estória-mosaico que apresenta o desenrolar de um ano na vida de confusa família de classe média norte-americana. mais uma vez, casamento perfeito entre as duas vertentes trabalhadas por allen, drama e comédia".
05. Manhattan (Manhattan; 1979): "mais do que uma homenagem à cidade que tanto ama, uma homenagem ao amor, uma celebração da vida da forma como ela exatamente é: cheia de percalços, mas nem por isso deixando de ser deliciosa".
06. A Rosa Púrpura do Cairo (The Purple Rose of Cairo; 1985): "nenhum outro diretor conseguiu transportar com tanta magicidade para a celulóide o verdadeiro sentimento de um cinéfilo perante ao cinema (ou a um filme que ama). Woody Allen fez e ainda transformou tudo numa linda estória romântica".
07. Interiores (Interiors; 1978): "filme completamente embebido do cinema de ingmar bergman (em especial Gritos e Sussurros e Sonata de Outono) mas nem por isso deixando de ser Allen. visão densa da desconstrução familiar, dramática e muito amarga".
08. Desconstruindo Harry (Desconstructing Harry; 1997): "de tão ácido, chega a ser corrosivo. um humor diferente do habitual, desbocado e recheado de auto-ironias – mesmo assim, inteligentíssimo. o final representa uma verdadeira exorcisão de espíritos. melhor filme do diretor nos últimos anos".
09. Dorminhoco (Sleeper; 1973): "uma das melhores ficções de todos os tempos e também um dos filmes mais engraçados do diretor. a condução irregular é compensada pela genialidade absoluta da sarcasticidade com a qual allen retrata o futuro da sociedade".
10. A Última Noite de Bóris Grushenko (Love and Death; 1975): "comédia anárquica que não apenas brinca com a cultura russa e a guerra, mas também se revela um filosófico e hilariante estudo sobre o ser humano. piadas mais sofisticadas do que nunca, num dos melhores trabalhos cômicos da história".
11. Match Point (Match Point,; 2005): "depois de uma série de fracassos, Allen retornaria em 2005 com um suspense dramático surpreendente, com rumos inesperados. direção primorosa, muito mistério e uma estória inteligentíssima que retrata com prioridade a ganância humana".
12. Um Assaltante Bem Trapalhão (Take the Money and Run; 1969): "os quinze minutos iniciais são simplesmente a coisa mais engraçada do mundo. se isso não é motivo suficiente para transformar este filme em um dos melhores trabalhos do diretor, nada mais seria".
13. Zelig (Zelig; 1982): "a necessidade de adaptação social é apresentada em forma de um falso-documentário (o personagem nunca existiu) irrepreensível, com um trabalho técnico revolucionário em parceria com o grande Gordon Willis".
14. A Outra (The Other; 1988): "novamente deixando de fora seu lado cômico, allen apresenta mais um mergulho na alma humana – relembrando Bergman, mais uma vez. atuação soberba de gena rowlands, num drama sufocante e extremamente doloroso".
15. Um Misterioso Assassinato em Manhattan (Manhattan Murder Mistery; 1993): "quando o assunto é entretenimento, Allen também apresenta um prato cheio. esse aqui nada mais é do que escapismo dos mais sofisticados, divertido como poucos filmes são. sátira aos filmes de suspense – e também, sutilmente, à burguesia".
16. Todos Dizem Eu Te Amo (Everyone Says I Love You; 1996)
17. Contos de Nova York - segmento "Édipo Arrasado" (NY Tales; 1989)
18. Tiros na Broadway (Bullets Over Broadway; 1994)
19. Maridos e Esposas (Husbands and Wives; 1993)
20. Poderosa Afrodite (Mighty Aphrodite; 1995)
21. Bananas (Bananas, 1971)
22. Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo Mas Teve Medo de Perguntar (etc em inglês; 1972)
23. Neblinas e Sombras (Shadows and Fogs; 1992)
24. Broadway Danny Rose (Broadway Danny Rose; 1984)
25. A Era do Rádio (Radio Days; 1987)
26. Poucas e Boas (Sweet and Lowdown; 1999)
27. Sonhos Eróticos de uma Noite de Verão (The Midsummer Night's Sex Comedy; 1982)
28. Simplesmente Alice (Alice; 1990)
29. Melinda e Melinda (Melinda & Melinda; 2004)
30. Trapaceiros (Small Time Cookies, 2000)
31. Celebridades (Celebritys; 1998)
32. Dirigindo no Escuro (Hollywood Ending; 2002)
33. Scoop - O Grande Furo (Scoop; 2006)
34. Igual a Tudo na Vida (Anithing Else; 2004)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Tops das décadas

praticamente a mesma situação que a dos tops de gêneros, mas agora separando filmes por décadas. vale dizer que, dentre estas, minha preferida certamente é a de 1960, mesmo que a de 1950, 1970 e 1980 sejam fenomenais também - não tirando a qualidade das outras, etc.

década de 1940

01. Jejum de Amor (Howard Hawks, 1940)
02. À Beira do Abismo (Howard Hawks, 1946)
03. A Felicidade Não Se Compra (Frank Capra, 1946)
04. Pacto de Sangue (Billy Wilder, 1945)
05. O Tesouro de Sierra Madre (John Huston, 1948)
06. Casablanca (Michael Curtiz, 1940)
07. Vinhas da Ira (John Ford, 1940)
08. O Falcão Maltês (John Huston, 1941)
09. O Terceiro Homem (Carol Reed, 1949)
10. Interlúdio (Alfred Hitchcock, 1946)

década de 1950

01. No Silêncio da Noite (Nicholas Ray, 1950)
02. Janela Indiscreta (Alfred Hitchcock, 1954)
03. A Marca da Maldade (Orson Welles, 1958)
04. Hiroshima Meu Amor (Alain Resnais, 1959)
05. O Salário do Medo (Henri-Georges Clouzot, 1953)
06. Crepúsculo dos Deuses (Billy Wilder, 1950)
07. A Morte Num Beijo (Robert Aldrich, 1955)
08. Doze Homens e uma Sentença (Sidney Lumet, 1957)
09. Os Esquecidos (Luis Buñuel, 1950)
10. Morangos Silvestres (Ingmar Bergman, 1957)

dácada de 1960

01. O Demônio das Onze Horas (Jean-Luc Godard, 1965)
02. Meu Ódio Será Tua Herança (Sam Packinpah, 1969)
03. O Ano Passado em Marienbad (Alain Resnais, 1961)
04. O Anjo Exterminador (Luis Buñuel, 1963)
05. A Tortura do Medo (Michael Powell, 1960)
06. A Hora do Lobo (Ingmar Bergman, 1968)
07. Era Uma Vez no Oeste (Sergio Leone, 1968)
08. O Samurai (Jean-Pierre Melville, 1967)
09. Repulsa ao Sexo (Roman Polanski, 1965)
10. Blow Up - Depois Daquele Beijo (Michelangelo Antonioni, 1966)

década de 1970

01. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Woody Allen, 1977)
02. Profissão: Repórter (Michelangelo Antonioni, 1975)
03. Gritos e Sussurros (Ingmar Bergman, 1972)
04. Apocalypse Now (Francis Ford Coppola, 1979)
05. Carrie – A Estranha (Brian De Palma, 1976)
06. O Discreto Charme da Burguesia (Luis Buñuel, 1972)
07. Quando os Homens São Homens (Robert Altman, 1971)
08. Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)
09. O Inquilino (Roman Polanski, 1976)
10. Laranja Mecânica (Stanley Kubrick, 1971)


década de 1980

01. Veludo Azul (David Lynch, 1986)
02. Depois de Horas (Martin Scorsese, 1985)
03. Um Tiro na Noite (Brian De Palma, 1981)
04. A Mosca (David Cronenberg, 1986)
05. Era Uma Vez na América (Sergio Leone, 1984)
06. Crimes e Pecados (Woody Allen, 1989)
07. De Volta Para o Futuro (Robert Zemeckis, 1985)
08. Nascido Para Matar (Stanley Kubrick, 1986)
09. Não Amarás (Krzysztof Kieslowski, 1988)
10. Fitzcarraldo (Werner Herzog, 1982)

década de 1990

01. Os Bons Companheiros (Martin Scorsese, 1990)
02. Crash – Estranhos Prazeres (David Cronenberg, 1995)
03. De Olhos Bem Fechados (Stanley Kubrick, 1999)
04. Barton Fink (Irmãos Coen, 1991)
05. Desconstruindo Harry (Woody Allen, 1997)
06. Antes do Amanhecer (Richard Linklater, 1995)
07. Festa de Família (Thomas Vinterberg, 1998)
08. A Estrada Perdida (David Lynch, 1997)
09. O Pagamento Final (Brian De Palma, 1993)
10. Jovens, Loucos e Rebeldes (Richard Linklater, 1993)
década de 2000

01. Kill Bill (Quentin Tarantino, 2003 & 2004)
02. Spider (David Cronenberg, 2002)
03. Império dos Sonhos (David Lynch, 2006)
04. O Homem Que Não Estava Lá (Irmãos Coen, 2001)
05. Match Point (Woody Allen, 2005)
06. Caché (Michael Haneke, 2005)
07. Femme Fatale (Brian De Palma, 2002)
08. Dogville (Lars Von Trier, 2003)
09. O Novo Mundo (Terrence Malick, 2005)
10. Cidade dos Sonhos (David Lynch, 2001)